Os vínculos do trabalho educacional de Paulo Freire com a ascensão popular
são bastante claros. Seu movimento com os círculos de cultura iniciou-se em 1962,
em Angicos, no Rio Grande do Norte, região muito pobre do Brasil, que detinha 15
milhões de analfabetos para uma população de 25 milhões de habitantes, portanto
uma porcentagem muito alta de analfabetos.
Os resultados obtidos impressionaram a opinião pública, e o governo federal
estendeu o programa para todo o país, desenvolvendo-se cursos de capacitação de
coordenadores em quase todos os estados brasileiros, já em 1963. Porém, o golpe
de estado de 31 de março de 1964 atingiu o movimento de educação popular –
solidário à ascensão democrática das massas – temendo a conscientização, que
abre caminho à expressão das insatisfações sociais, porque estas são componentes
reais de uma situação de opressão.
: O artigo discute a validade, nos tempos atuais, da proposta política de alfabetização dos
adultos nos Círculos de Cultura liderados por Paulo Freire na década de 1960, que proporcionou a
Pedagogia do Oprimido, livro escrito no exílio, nos anos 1970, e a manifestação de seu entusiasmo
mais de 25 anos depois, em 1992, no movimento estudantil para deposição do presidente, quando
escreveu a Pedagogia da Esperança. E as lutas e as manifestações de seus seguidores para
trabalhar o legado de Freire no Instituto Paulo Freire.
Palavras-chave: Educação de jovens e adultos; Educação política; Democratização da educação;
Pedagogia do oprimido; Pedagogia da esperança.
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